Ações criminosas envolvendo criptomoedas chamam a atenção do Gafi

(Foto: Shutterstock)

O Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (Gafi/FATF) passou a considerar ainda mais as ações criminosas que envolvem o mercado de criptomoedas, publicou o Valor na segunda-feira (15).

“Quem compra e vende também deveria cumprir as obrigações de combate à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo”. Foi com esta frase que Marconi Costa Melo, do Gafi revelou a posição atual do órgão em relação às criptomoedas.

Melo é secretário-executivo da instituição na América Latina (Gafilat). Para ele a batalha está só começando, considerando que só faz um mês que o Gafi editou sua recomendação técnica sobre o assunto. Conforme o documento, uma das principais preocupações é sobre o anonimato das transações.

“É muito novo. O tema está sendo regulamentado internacionalmente. O próprio lançamento da Libra ainda é nebuloso. Qual será o alcance disso, a capacidade de transação? Por onde seria feita a transação? Qual o papel que os cartões de crédito vão exercer nisso?”, comentou o executivo, segundo o Valor.

De acordo com o site, foram os comentários de Jerome Powell, do Fed, e as críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que colocaram o órgão mais em alerta. Ambos trataram recentemente as criptomoedas — mais precisamente o Bitcoin e o projeto Libra — como algo preocupante.

Na semana passada, Powell advertiu que o projeto Libra, do Facebook, não poderia seguir até que preocupações sérias fossem abordadas. Mais recentemente, o líder americano disse que o bitcoin e as criptomoedas não são dinheiro e se baseiam no ar.

No Twitter, Trump usou as seguintes palavras:

“Não sou fã de bitcoins e outras criptomoedas, que não são dinheiro, têm valor altamente volátil e são baseados no ar”.

Ele ainda completou dizendo que os criptoativos não regulamentados podem facilitar o comportamento ilegal, incluindo tráfico de drogas e outras atividades ilícitas.

Para Gafi Brasil evolui

Melo, que é funcionário de carreira da Advocacia-Geral da União (AGU), disse que ainda é cedo dizer se o Brasil está ou não preparado para o combate à lavagem de dinheiro, mas ele acredita que o país evoluiu muito nos últimos anos.

O assunto foi colocado em discussão em um evento em Brasília (DF) na semana passada. O encontro contou com representantes do governo da Espanha, Fundo Monetário Internacional (FMI), Polícia Federal, Banco Central e outras instituições, além de membros do setor privado.

No entanto, a ação teve como foco preparar agentes que atuam no Brasil para a quarta rodada de avaliação a que o país será submetido pelo Gafi a partir de 2020.

“Em vários aspectos o país progrediu muito, mas é claro que a comunidade internacional também ficou mais exigente nos últimos dez anos”, disse Melo.


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